Devendo o que te dou
Ninguém é de ninguém
E nada poderia exigir eu de você...
Também gostava da liberdade, portanto:
Faça o que quiser. Desde que me comunique antes...
É decisão minha aceitar ou não...
Não gosto de nada arbitrário e para tanto posso ser como a Clarice descreve, forte como uma ventania.
Não vá podar minha liberdade, tão menos meu direito de escolha
Não me prenda, não sou sua...
Eu te desamarro, não és meu...
Permanece ao meu lado enquanto desejares, sentir prazer, enquanto eu te fizer bem...
E isto eu sei fazer, mas posso ser o oposto também.
E quando me sentir assim é do outro lado da rua que vai me ver... E se me ver...
Chego como um cachorro abandonado, mas saio sorrateira como uma gata de rua...
Não preciso de tantos adornos e nem carinho...
Na verdade preciso, mas posso comprá-los ou conquistá-los
Vendem-se sacos de carinho, sexo, abraços e beijos...
São empacotados e às vezes ficam em promoção
Se eu vou comprar?
Não, prefiro pegar fiado como fiz com você e partir para o próximo bar, para a próxima conta.
Se eu sou a matéria-prima, quão injusto seria pagar pelo que eu forneço tanto...
Escrito por becca às 00h31
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