Gabriela puxa seu edredom rosa...

Gabi acordou naquele dia com a boca seca e pensando que talvez não ansiasse a segunda-feira há muito tempo...
Ao colocar seus pés no chão lembrou-se e esqueceu-se repetidas vezes o que vinha acontecendo nos últimos dias...
Se o seu gosto era inconfundível e inexplicável ou se talvez a sua inteligência emocional vinha falhando...
Ao abrir a página da revista, sem qualquer interesse por alguma matéria, ela colou os olhos na reportagem sobre inteligência e na explicação de como o cérebro decidia antes da gente o que iríamos fazer.
A matéria explicava que por frações de segundos não existia livre arbítrio, éramos escravos da decisão que não partia exatamente de nós.
Como se antes de decidirmos se comeremos sorvete ou chocolate, o cérebro já soubesse a resposta e apenas nos comunicasse.
Seria o cérebro dela guiado por frios na barriga e intensidade?
O que poderia ser sua isenção tornou-se uma preocupação...
Mas como ela já tinha comido sorvete e chocolate e aquela era a hora gostosa de tirar a soneca após o almoço, Gabriela apenas virou-se delicadamente, puxou seu edredom rosa e foi sonhar sabe-se lá com o quê...
Escrito por becca às 19h36
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