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"Para a Ervilha não, Para o Amor sim " Autor: Van Buscar na Web "Van"
Quando: 01.12.2010 
E depois de um looongo tempo e desencantada, como diz minha mãe, o amor literalmente bateu na minha porta. Ele não surgiu em nenhum cavalo branco, mas no instante que o conheci já me senti em um conto de fadas... E desde então as 24 hs de cada dia é pouco para um sentimento tão grande que se instalou em mim... São apenas 2 meses e pouco em um calendário comum para os outros, mas para nós é como se fossem muitos anos, como se você entendesse minhas angústias, e neste caso não gostar de ervilha não é apenas uma mera coincidência para nós... E o mais legal é que eu não preciso ser princesa sempre, posso ser plebéia, posso ser a boba da corte, posso ser eu mesma em todos os sentidos, sem censuras... Como se o fato do encaixe dos nossos corpos e da nossa respiração fosse algo óbvio desde o primeiro dia E é claro aqui neste simples depoimento não cabe nem o TANTO que sinto e nem COMO me sinto... Pq quando estou com você, eu nem preciso fechar os olhos para sonhar... Obrigada por tanto em tão pouco tempo Te amo ps: Uma das minhas melhores amigas apaixonada que linda!!!
Categoria: Citação
Escrito por becca às 01h29
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Catalinda!
E ela já estava fora da barriga da minha irmã há quase 2 anos... Parecia um toquinho de gente e andava para cima e para baixo falando “quieisso” que significaria para nós “ O que é isto” Ela era adorável, dançava, ria e às vezes era manhosinha. Tinha personalidade e sempre se lembrava onde os chocolates ficavam guardados. Se me perguntassem como eu a imaginava há 2 anos atrás, eu nem saberia dizer... Ela era bem mais do que eu imaginava. Era a pessoa pela qual eu sabia que este mundo valia a pena, ela me fazia perceber que independente das guerras e da falta de amor, ainda existia ingenuidade e pureza neste mundo. Uma flor, um docinho, uma princesa batatinha. E hoje eu sou muito mais feliz que há 2 anos atrás porque tenho minha sobrinha. Amor doido de tia este, mas é um amor muito bom!!!!
Escrito por becca às 00h25
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E afinal o que é a mudança?
 Mudamos de casa, mudamos de gosto musical e mudamos de emprego... Mudamos nosso corte de cabelo, mudamos de rumo e a cada escolha, estamos fazendo uma renúncia e uma mudança. A mudança pode soar como despedida e de fato é uma despedida daquilo que fica a partir de agora como antigo. Isto não significa que não vamos em paz, mas também vamos um pouco aflitos porque deixamos uma parte de nós, deixamos o que sabemos que nunca voltará... Mas abrimos as portas para a novidade, para o desconhecido e para o friozinho na barriga que sempre chega junto com isto. Uma vez li em algumas daquelas frases do site do pensador que a mudança não assegura o progresso, mas que o progresso implacavelmente exige mudança. E assim diariamente várias mudanças acontecem às vezes até sem a gente perceber e elas são necessárias, indispensáveis para nosso crescimento, para nosso aprendizado e até para os nossos arrependimentos. Mas se não fazer como saber se nos arrependeremos? A vida é só uma, e temos tantos sonhos... e ainda teremos tantas mudanças pela frente. Bom é saber que esta é apenas mais uma...
Escrito por becca às 01h24
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Não são apenas os tempos que mudam...

Naquele dia ela faria mais de 60 anos... A idade era o que menos importava no momento. Ao acordar, mal se lembrou do aniversário e se não fosse a comadre que sempre vinha até sua casa a cumprimentar, talvez até este dia passaria em branco. Como sempre foi fazer suas coisas sozinha. Independente, pegou seu carro, foi até o mercado e fez seu bolo, seu pão de metro e comprou refrigerantes. Pensou na vida inteira. Ficou com raiva do ex marido q tinha atrapalhado tanto o seu caminho, pensou em como os tempos tinham mudado e em como sua vida poderia ter sido diferente. Mas ao lembrar dos 3 filhos e do netinho com apenas 3 anos não teve coragem de reclamar de mais nada. Eram homens com mais de 30 anos bem resolvidos, maduros e o melhor: bem educados e ela sabia que isto era mérito seu. À noite quando cantaram parabéns, ela ainda pensaria que estava muito velha para toda aquela frescurada, mas quando o neto assoprou a vela com ela pensou: Será que minha vida poderia ser diferente? E será que eu seria mais feliz mesmo? Ao dormir, o neto a abraçou e disse que a amava. Talvez aquele momento não existiria se as escolhas tivessem sido muito diferentes. Talvez hoje ela seria apenas uma aeromoça aposentada, sem amor, sem filhos, sem netos. E hoje mesmo sem nada, ela tinha tudo... Talvez ela até tenha voado em alguns momentos com os pés no chão.. Vá se entender a vida... Pois é, não são apenas os tempos que mudam...
Escrito por becca às 01h41
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Unhas vermelhas

Rafaela acordou ao lado de um estranho, que na verdade nem era tão estranho assim... Sentiu-se diferente por estar tão confortavelmente encaixada em seu corpo, como se dormissem há um bom tempo juntos... Pensou em culpar a bebida, mas ela nem tinha bebido tanto, então resolveu culpar sua libido exagerada e sua mente tão inventiva. Desta vez ficou feliz, não se culpou, agiu como uma típica mulher que vive no século 21 agiria. Quando chegou em casa, apesar de morar sozinha, sua gata a recebeu. Pensou um pouco na troca de energias, no homem que a possuiu, nas suas unhas que nem estavam feitas e adormeceu. No outro dia quando acordou, parecia que tudo tinha sido um sonho. E quem sabe não foi mesmo. Suas unhas estavam impecavelmente feitas e pintadas de vermelho, mas a mente e a libido continuavam as mesmas. Partiria Rafaela para novos sonhos ou realizações?
Escrito por becca às 23h21
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Um brinde, ou seriam dois??
Um brinde ao dia da saudade e do Novo Tempo!!!! Sentia falta de comer batata frita coma Joyce na porta da faculdade mesmo sabendo que ia engordar horrores, saudade de conversar com meu professor de fotografia tão amado Cazzali. Sentia falta de ver os palhaços da coleção da minha tia Bartira, a famosa baixinha. Saudade de ver e achar lindo a Mara de short com meia calça por baixo e pensar: Quando eu crescer vou me vestir assim... Saudade de brincar de boneca, de pique bandeira, de elástico e de girar no girão até os pés saírem do chão!!!!!! De brincar de “passa ou repassa” com a Van usando como torta na cara os cremes da minha mãe...rs Saudade da minha irmã quando ela ainda morava comigo e saudade de quando morávamos sozinhas também. Saudade de falar com a Renata pelo celular da Tim a 2 metros de distância só pq podíamos gastar bastante...rs Sentia falta de dançar com a Michelli nos sambas da vida, voltar para casa e comer bolacha com maionese às 5hs da manhã. Saudade de ficar conversando dentro da igreja com a Abel e com a Laís. E de comer o sanduíche de 3 andares da Tobinha...rs Saudade de cuidar da Star e do Baby e de tomar os sucos da Dna Maria. Saudade de ir para faculdade de manhã descabelada, saudade de conversar com a Kelly por 3 horas... Sentia falta da minha pasta de papel de cartas e da dos Backstreet Boys...rs Saudades da Slama e da Sani. Saudades de conversar com o Vinny, com o Sergio e de trocar escritas com a Bombom... Saudades de rir do temperamento leonino coma Eriquinha e de deixar o Dan com raiva das nossas bobeiras...rs Saudades de falar com a Dri todo dia e de comer paçoca com a minha mãe assistindo sessão da tarde Saudades de tanta coisa que nunca serão substituídas, mas que me permitem conhecer novas pessoas, ter novas experiências e que me permitem ser muito feliz por saber que tanta gente iluminada esteve ao meu lado e está ao meu lado ...
Escrito por becca às 23h28
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Atualizações
Olha quanta atualização em pouco tempo... Será minha criatividade voltando?? Obrigada...
Escrito por becca às 21h19
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Para conseguir o que se quer...
Para conseguir o que se quer, é necessário primeiro saber o que e por que se quer. É preciso coragem para ouvir opiniões diversas e coragem para ouvir também que pode não dar certo. É preciso persistência, afinal grandes feitos e carreiras não se constroem da noite para o dia. É preciso racionalidade para mensurar dificuldades e calcular riscos. Mas também é necessário ser pertencido pelo seu projeto, se entregar, apaixonar-se pelo que acredita e idealiza. Para conseguir o que se quer é preciso agarrar oportunidades, estar aberto a conhecer novas pessoas e lugares provando assim que não vivemos sozinhos. Para conseguir o que se quer é preciso ter FÉ, porque a fé move montanhas e nos lembra que muitas vezes devemos crer sem ver. Mas o essencial para conseguir o que se quer é TENTAR Como diria Renato Russo: Se você quiser alguém em quem confiar, confie em si mesmo. Quem acredita, sempre alcança
Escrito por becca às 21h16
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E Valentina Cori se apaixonava

Eu quando escrevia como Valentina, nunca imaginava que ela precisaria se apaixonar... Na verdade nunca imaginava que ela precisaria sofrer ou pensar demais em algum homem Ela era forte, auto-suficiente e feliz, feliz com a vida que tinha, com seus pensamentos, era uma progressista Ela não tinha tpm, não era ansiosa, não comia muito chocolate, mas quem disse que ela não queria ter um amor? E quando menos esperava, o príncipe de Valentina surgiu. E lá vinha Valentina na minha cabeça falar bem do rapaz. Nem eu aguentava mais, ela ficava ansiosa, com as mãos suando... E dizia da sensibilidade, da inteligência, da beleza...ai, ai Coitada de Valentina Ela se apaixonou, mas não sabia se ele estava apaixonado também... Então Valentina pensou que ela poderia dizer que o amava e se ele não correspondesse ela voltaria aos seus textos, a sua vida... Será? Eu tinha certeza que não, Valentina agora não queria ser um copo meio vazio, ela agora queria dormir de conchinha, queria viajar, queria estar ao lado dele o máximo que podia e queria tanto que adormeceu pensando nele que nem parecia real... Mas será que Valentina era real??? Música muito boa que escutei ao escrever o texto da banda do Conradito Procurei nos classificados pessoas para encontrar... Mas só querem saber dos carros, é claro que eu prefiro andar... Já nos vimos no fim de semana e ainda sinto saudade (Classificados Banda Atalhos)
Escrito por becca às 00h55
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Sopro de Vida

Cheguei em casa, meus pés doíam e vi meu pai no corredor do prédio. Ele estava magro como sempre, com uma postura um pouco cansada, talvez do dia de trabalho. Ao vê-lo, cumprimentei rapidamente, sem saber se o beijava ou não, mas acabei nem beijando (difícil demonstrar o que sentia sempre) e assim subimos ao 19 andar para ver minha avó doente. Fiquei envergonhada, meus avós moravam no mesmo prédio que eu há anos e eu mal ia visitá-los. Neta relapsa, filha relapsa, namorada e amiga relapsa. Eu já sabia de tudo isto. Mas enfim, agora a situação era um pouco mais grave. Ao vê-la, entendi o que minha mãe disse, ela era tão pequena e magra e estava tão branca, como dizem, mais branca que cera de vela. Parecia tão frágil, que quase que o histórico de 4 filhos e a garra de cuidar de todos desaparecia. Annita, um nome bonito e que me lembrava a Anita Garibaldi, esta era a minha vó. Ela não falava muito, nunca conversamos, mas ela falou bastante quando me viu, falando do hospital, do que sentiu, estava desabafando. Mas ela estava tão cansada que fiquei com medo que ela falasse muito e disse que ia sair do quarto. Antes que ela dissesse qualquer coisa, fiquei com vontade de dizer que a amava e disse (enfim consegui demonstrar meu sentimento). E ela retribui dizendo que me amava e amava todos, desde os filhos até os bisnetos. Ainda que ela não lembrasse o nome de todos. Era uma fragilidade, mas ao mesmo tempo uma força que enchia o quarto, enchia a casa e enchia o mundo. Foi um dia emocionante, me imaginei velha, imaginei meus pais velhos, imaginei com dor a morte dos meus avós. Depois ouvi minha tia falando carinhosamente por telefone com o pai que tinha Alzheimer. É... todo mundo envelhecia e quem não envelhecia, morria. Melhor envelhecer então não é? Ainda que com fraquezas, envelhecer e ter a sensação de ver seus bisnetos, de ver que os filhos dos seus filhos geraram frutos e que você de certa forma é responsável por tudo isto. Ver que mesmo após sua morte você será como uma semente, antagonicamente como um sopro de vida para a vida dos que chegaram há pouco.
Escrito por becca às 23h58
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Borboletas e falta de ar...

Clarice estava assim sem esperar nada de novo... Estava assim... com a vida que seguia com os segundos contados e arrastados no relógio velho pendurado na cozinha. Nada de muito diferente, a mesma rotina, a mesma família, os mesmos amigos. Mas quando Clarice o viu entre tantas pessoas iguais e que ela considerava sem graça, sentiu um frio na barriga, sentiu “borboletas no estômago” como diziam nos livros. Mas ela se controlou. Afinal a rotina era ruim, mas talvez sair dela poderia ser pior ainda. E assim dias se passaram, mas bastou uma aproximação física, que ela sentiu falta de ar. Não podia ser, ela não queria aquilo e passou a prender a respiração sempre que ele se aproximava. Mas não dava muito certo porque se ele ficasse um pouco mais de tempo, ela teria que respirar e aquele cheiro bom que lhe dava falta de ar, entraria com mais força para dentro dela. Ficou com medo e também ansiosa e também feliz e também tantos sentimentos que nem ela saberia descrever. Talvez Clarice precisasse esperar a próxima vez que o visse para descrever mais tanta coisa que só ele podia fazer ela sentir.
Escrito por becca às 22h01
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"A vida de Vida"
Autor: Rebecca
Quando: um dia
Vida se perguntava porque seus pais tinham escolhido aquele nome para ela.
Ela não tinha mais tanta vida depois que ele havia ido embora. E fazia tanto tempo, que ela nem lembrava como tinha sido exatamente o término e prosseguia com uma vida inventada e cheia de amigos, viagens e amores.
Mas ao contrário do que ele lhe dissera uma vez, ela continuava acreditando em finais felizes e sabia que teria o seu. Fosse ou não com ele (mas ela deseja ardentemente que fosse com ele).
Já tinha imaginado seu casamento no campo, com flores, ela com um vestido simples, mas que a deixaria linda e com um cheiro que era dela, sem perfume. O mesmo cheiro que ele insistia em dizer que não mudava nunca. Mas ela acreditava intimamente que aquele cheiro ela só tinha quando ele estava por perto.
Pensava em uma cerimônia singela e ela já sabia até com que música ia entrar e o que ele iria dizer quando a visse: -Eu sempre soube que você era a mulher da minha vida! E ela derramaria um sorriso e naturalmente uma lágrima que não borraria a maquiaquem que era a prova d água.
Ela sabia que sua casa teria gato, cachorro e que ela caminharia sempre nas manhãs de domingo, não só por ser um hábito saudável, mas também pelo prazer de sentir o vento batendo em seu rosto e na sua mão que tinha a marca do compromisso com a aliança, como seu corpo e sua mente que eram irreversivelmente dele.
E como seria a partir daí a vida de Vida?
Categoria: Citação
Escrito por becca às 00h39
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Um brinde às Beckys!!!!

Hoje fiquei muito triste e feliz... Poderia ser uma quarta-feira qualquer, mas foi o dia que me despedi da minha personagem favorita Becky Bloom. Li os cinco livros de Sophia Kinsella e sempre, sempre me senti bem melhor após a leitura. O livro anima, nos faz lembrar de amigas, de mãe, de marido ou namorado, mas acima de tudo, nos faz lembrar de nós mesmas... Aparentemente uma ficção com a personagem principal uma simples consumista desenfreada, encontramos bom humor, nos deparamos com nossos pensamentos impressos em um papel. Hoje ao chegar à penúltima página do livro chorei e nem sei se a emoção era fortemente relacionada ao final do livro ou ao meu final com a personagem, mas o fato é que foram lágrimas discretas, mas muito sinceras. Poxa, ela já era minha amiga, já era eu mesma!!! Como diz minha prima, a única parte ruim é que ela não existe... Esquecendo isto, prefiro acreditar que ela existe, mas que cada uma das pessoas que convivo e me identifico são parte “Becky Bloom”. É incrível onde nossa imaginação pode chegar! Incrível como tudo que amamos nada mais é do que uma idealização da nossa mente! Mas deixando o lado filosófico meio de lado e partindo para a parte emocional (afinal sou uma bancária jornalista fotógrafa e não psicóloga) este é o mais legal do livro e da vida: criamos expectativas em relação às pessoas e às coisas e são expectativas necessárias, muitas vezes sonhos... E quando nada acontece do jeito que imaginamos, percebemos que nem sempre temos controle sobre tudo... Aparentemente medonho e muitas vezes desesperador... Saber disso é bom, muito bom...
Escrito por becca às 01h42
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Ela acordou?
Ela acordou... Pegou aqueles milhares de folhas que falavam de leis, cálculos, lucro e prejuízo e riu por ironicamente ter cursado jornalismo. Vá se entender o mundo e seus milhares de caminhos. Ao olhar sua roupa social e aquele lenço amarrado no pescoço, mal podia lembrar que em 2004 ia para a faculdade de minissaia, tênis e sem pentear o cabelo. Percebeu que tinha ainda muitas dúvidas, mas que elas não guiavam mais seus passos... Não era exatamente feliz, mas sabia que passava por um período de adaptação, de estruturação, de maturação. É apesar dos quase 25 anos, ela ainda sentia-se imatura. Queria daqui uns 3 ou 4 anos, ter sua casa, pagar suas contas e quem sabe estar com sua família, fosse ela seus pais, fosse ela seu marido e sua filha... Enfim, só saberia disso no futuro... Então decidiu pensar no presente, no que deveria plantar para colher o que queria. Queria que o quarto de sua filha ou filho fosse decorado, queria ir à padaria gostosa que ia ter ao lado de sua casa. Queria ter um relacionamento maduro e feliz baseado em amor, companheirismo e certezas. Para tudo isto, ela precisava procurar suas certezas, procurar sua estabilidade. E assim, ela foi seguindo... Naquele momento, era aquilo que podia e devia fazer.
Escrito por becca às 23h52
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Descodificando...
Restam mais duas tentativas -Ai, qual é a senha mesmo? -Eu acho que coloquei meu aniversário... -Ah não, aniversário não pode... -Hum, acho que eu sei... Digite sua senha de letras Ah máquina idiota, esta eu lembro... Pra que tantas senhas e codificações, acho que vou guardar dinheiro embaixo do colchão. *Eu mandei aquele e-mail para você, dá uma olhada. -Ah, vou olhar agora... Login ou senha inválidos. -Ai meu Deus parece que eu tenho mal de alzheimer... -Ah, mas eu sei o lembrete de senha. -Aff, preciso de férias de tudo que eu possa deletar, encaminhar, enviar... -E será eu posso fazer o cadastro agora?? *Sim senhora, é bem seguro, basta elaborar duas senhas alfanuméricas... -Ah então depois eu faço... Cansei de brigar com máquinas e ainda ficar feliz depois de descobrir as senhas... Ultimamente minha memória andava seletiva, lembrava de alguns fatos e por sorte sua esqueci suas senhas, não queria mais te descodificar... E você também nem era assim um mouse óptico ou uma tela dessas de última geração... Nas férias pensei em te comprar uma corrente, mas naquela cidade do interior só tinha duas vendinhas, lembra aquele lugar que fiz você parar um dia só para te dar um beijo?? Então.... eu ia comprar, mas lá não aceitavam cartão... Paciência. Voltei sem presente e você ficou sem mim Não é querendo te menosprezar, mas com tanta modernidade, um amor e uma cabana caíram de moda.
Escrito por becca às 23h49
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