OLHAR DA BECCA


Um brinde às Beckys!!!!

Hoje fiquei muito triste e feliz...

Poderia ser uma quarta-feira qualquer, mas foi o dia que me despedi da minha personagem favorita Becky Bloom. Li os cinco livros de Sophia Kinsella e sempre, sempre me senti bem melhor após a leitura.

O livro anima, nos faz lembrar de amigas, de mãe, de marido ou namorado, mas acima de tudo, nos faz lembrar de nós mesmas...

Aparentemente uma ficção com a personagem principal uma simples consumista desenfreada, encontramos bom humor, nos deparamos com nossos pensamentos impressos em um papel.

Hoje ao chegar à penúltima página do livro chorei e nem sei se a emoção era fortemente relacionada ao final do livro ou ao meu final com a personagem, mas o fato é que foram lágrimas discretas, mas muito sinceras.

Poxa, ela já era minha amiga, já era eu mesma!!! Como diz minha prima, a única parte ruim é que ela não existe...

Esquecendo isto, prefiro acreditar que ela existe, mas que cada uma das pessoas que convivo e me identifico são parte “Becky Bloom”.

É incrível onde nossa imaginação pode chegar! Incrível como tudo que amamos nada mais é do que uma idealização da nossa mente!

Mas deixando o lado filosófico meio de lado e partindo para a parte emocional (afinal sou uma bancária jornalista fotógrafa e não psicóloga) este é o mais legal do livro e da vida: criamos expectativas em relação às pessoas e às coisas e são expectativas necessárias, muitas vezes sonhos...

E quando nada acontece do jeito que imaginamos, percebemos que nem sempre temos controle sobre tudo...

Aparentemente medonho e muitas vezes desesperador... Saber disso é bom, muito bom...

 



Escrito por becca às 01h42
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Ela acordou?

Ela acordou...

Pegou aqueles milhares de folhas que falavam de leis, cálculos,  lucro e prejuízo e riu por ironicamente ter cursado jornalismo.

Vá se entender o mundo e seus milhares de caminhos.

Ao olhar sua roupa social e aquele lenço amarrado no pescoço, mal podia lembrar que em 2004 ia para a faculdade de minissaia, tênis e sem pentear o cabelo.

Percebeu que tinha ainda muitas dúvidas, mas que elas não guiavam mais seus passos...

Não era exatamente feliz, mas sabia que passava por um período de adaptação, de estruturação, de maturação.

É apesar dos quase 25 anos, ela ainda sentia-se imatura.

Queria daqui uns 3 ou 4 anos, ter sua casa, pagar suas contas e quem sabe estar com sua família, fosse ela seus pais, fosse ela seu marido e sua filha...

Enfim, só saberia disso no futuro...

Então decidiu pensar no presente, no que deveria plantar para colher o que queria.

Queria que o quarto de sua filha ou filho fosse decorado, queria ir à padaria gostosa que ia ter ao lado de sua casa.

Queria ter um relacionamento maduro e feliz baseado em amor, companheirismo e certezas.

Para tudo isto, ela precisava procurar suas certezas, procurar sua estabilidade.

E assim, ela foi seguindo...

Naquele momento, era aquilo que podia e devia fazer.

 



Escrito por becca às 23h52
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Descodificando...

Restam mais duas tentativas

-Ai, qual é a senha mesmo?

-Eu acho que coloquei meu aniversário...

-Ah não, aniversário não pode...

-Hum, acho que eu sei...

Digite sua senha de letras

Ah máquina idiota, esta eu lembro...

Pra que tantas senhas e codificações, acho que vou guardar dinheiro embaixo do colchão.

*Eu mandei aquele e-mail para você, dá uma olhada.

-Ah, vou olhar agora...

Login ou senha inválidos.

-Ai meu Deus parece que eu tenho mal de alzheimer...

-Ah, mas eu sei o lembrete de senha.

-Aff, preciso de férias de tudo que eu possa deletar, encaminhar, enviar...

-E será eu posso fazer o cadastro agora??

*Sim senhora, é bem seguro, basta elaborar duas senhas alfanuméricas...

-Ah então depois eu faço...

Cansei de brigar com máquinas e ainda ficar feliz depois de descobrir as senhas...

Ultimamente minha memória andava seletiva, lembrava de alguns fatos e por sorte sua esqueci suas senhas, não queria mais te descodificar...

E você também nem era assim um mouse óptico ou uma tela dessas de última geração...

Nas férias pensei em te comprar uma corrente, mas naquela cidade do interior só tinha duas vendinhas, lembra aquele lugar que fiz você parar um dia só para te dar um beijo??

Então.... eu ia comprar, mas lá não aceitavam cartão...

Paciência. Voltei sem presente e você ficou sem mim

Não é querendo te menosprezar, mas com tanta modernidade, um amor e uma cabana caíram de moda.

 



Escrito por becca às 23h49
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O preço da Coragem ou do amor?

 

Assistindo o filme O Preço da Coragem e todo aquele enredo, infelizmente verídico parei para pensar nas tantas vidas que se doam em prol ao próximo.

Acho que o filme deveria se chamar O Preço do Amor.

Porque paga-se um alto preço atualmente por amar alguém...

Mas transformamos o amor em algo tão banal. Agora é considerado tolo dizer que se ama alguém e pior ainda demonstrá-lo.

E eu não falo de demonstrações com carros alegóricos ou de faixas penduradas. Falo de simples atos voluntários de amor, como doar sangue,  ceder o lugar no trem, ouvir um amigo, dar um abraço. Estes sim são esquecidos e muitas vezes menosprezados.

E quer saber? Não há nada de heróico ou belo, simplesmente porque isto tudo deveria ser natural, deveria vir das entranhas...

Mas voltando ao filme, a parte  que mais me tocou é quando a esposa do jornalista decapitado afirma que ela não pode parar de acreditar no mundo porque está grávida.

Não julgo terroristas por atos presunçosos, nem julgo políticos por roubos descarados, não julgo traficantes por alimentarem um mundo cada vez mais cinza e nem julgo meu vizinho por não me dar Bom Dia.

Julgo a todos que tentam ordenar e acabam desordenando tudo.

Julgo quem julga e sendo assim, conscientemente julgo a mim.

E se eu fosse monge? Será que me livraria de tantos ruídos que sempre me deixam com a sensação desoladora de que posso morrer sem ver as tantas mudanças que sonho para o mundo?

Tudo bem, este é um texto um tanto pessimista.

Talvez não tenha olhado para o girassol na janela, para minha sobrinha de apenas um mês rindo sem ao menos saber onde está ou até mesmo para minha mãe acariciando meu cabelo ou fazendo panquecas com mel apenas porque pedi.

Posso acordar e ficar feliz, mesmo sabendo que torturam pessoas, que mutilam e estupram crianças.

Mas me disseram uma vez que eu não poderia abraçar todos os males do mundo, caso contrário morreria depressiva ou esquizofrênica.

Então abraço quem eu posso e quem eu consigo. Talvez utopicamente eu ainda acredite na corrente do bem...

Rebecca Araujo



Escrito por becca às 19h10
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Avessa À tecnologia?

 

Avessa à tecnologia?

 

Morte não se paga com morte

E se os problemas se resolvessem assim, depois de 2 guerras mundiais deveríamos ser amplamente mais evoluídos...

A forca é apenas um jogo e a corda um pretexto...

Quanto mais leio os acontecimentos do mundo, mais me desanimo...

E agora os celulares com câmera servem para filmar execuções?

E os telejornais servem de parâmetro para as mulheres decidirem se vão optar pela escova japonesa ou de chocolate?

Olho por olho e dente por dente?

E porque não são as mãos dele que voltam deformadas e nem os filhos dele que ficam jogados em uma vala qualquer no país de lá?

Morte não se paga com morte

Um capuz preto, homens encapuzados e regredimos...

Pior que a vestimenta é a certeza de que não é só o capuz que era preto

A situação tá preta, aliás preta e branca

Agora não precisamos mais da tv, nem da internet e nem de celulares

Para que pisar na lua?

Se não conseguimos enxergar a terra?

Para que a última geração em eletrônicos com mais de 15000 cores e resolução magnífica, se o que vamos ver não é nada colorido...

 

Alguém pode me vender uma tv preta e branca?

 Texto resgatado após ler Mayada (Filha do Iraque) e idealizado após execução de Sadam Hussein 



Escrito por becca às 01h23
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Devendo o que te dou

Ninguém é de ninguém

E nada poderia exigir eu de você...

Também gostava da liberdade, portanto:

Faça o que quiser. Desde que me comunique antes...

É decisão minha aceitar ou não...

Não gosto de nada arbitrário e para tanto posso ser como a Clarice descreve, forte como uma ventania.

Não vá podar minha liberdade, tão menos meu direito de escolha

Não me prenda, não sou sua...

Eu te desamarro, não és meu...

Permanece ao meu lado enquanto desejares, sentir prazer, enquanto eu te fizer bem...

E isto eu sei fazer, mas posso ser o oposto também.

E quando me sentir assim é do outro lado da rua que vai me ver... E se me ver...

Chego como um cachorro abandonado, mas saio sorrateira como uma gata de rua...

Não preciso de tantos adornos e nem carinho...

Na verdade preciso, mas posso comprá-los ou conquistá-los

Vendem-se sacos de carinho, sexo, abraços e beijos...

São empacotados e às vezes ficam em promoção

Se eu vou comprar?

Não, prefiro pegar fiado como fiz com você e partir para o próximo bar, para a próxima conta.

Se eu sou a matéria-prima, quão injusto seria pagar pelo que eu forneço tanto...

 



Escrito por becca às 00h31
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Por mim? Em mim? Ou comigo?

 

De um lado da cidade você com suas saídas, suas confusões

Do outro eu com a minha dança e minha complexidade

De todos os lados e para onde eu fosse você invadia o pensamento, minhas narinas e minha vontade de ser tão mais leve...

Não que você me pesasse, mas me consumia e me fazia parar para pensar em noites que eu apenas queria cantar...

E assim entre 12 milhões de habitantes eu era um ponto, uma vontade e uma saudade.

E assim você foi se perdendo de mim...

Agora nada mais eu saberia de você, além de que você passou por mim, em mim e comigo.

 



Escrito por becca às 18h24
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Os velhos olhos vermelhos voltaram
Dessa vez
Com o mundo nas costas
E a cidade nos pés
Pra que sofrer se nada é pra sempre?
Pra que correr
Se nunca me vejo de frente...

Olhos vermelhos (Capital Inicial)



Escrito por becca às 21h00
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Gabriela puxa seu edredom rosa...

 

Gabi acordou naquele dia com a boca seca e pensando que talvez não ansiasse a segunda-feira há muito tempo...

Ao colocar seus pés no chão lembrou-se e esqueceu-se repetidas vezes o que vinha acontecendo nos últimos dias...

Se o seu gosto era inconfundível e inexplicável ou se talvez a sua inteligência emocional vinha falhando...

Ao abrir a página da revista, sem qualquer interesse por alguma matéria, ela colou os olhos na reportagem sobre inteligência e na explicação de como o cérebro decidia antes da gente o que iríamos fazer.

A matéria explicava que por frações de segundos não existia livre arbítrio, éramos escravos da decisão que não partia exatamente de nós.

Como se antes de decidirmos se comeremos sorvete ou chocolate, o cérebro já soubesse a resposta e apenas nos comunicasse.

Seria o cérebro dela guiado por frios na barriga e intensidade?

O que poderia ser sua isenção tornou-se uma preocupação...

Mas como ela já tinha comido sorvete e chocolate e aquela era a hora gostosa de tirar a soneca após o almoço, Gabriela apenas virou-se delicadamente, puxou seu edredom rosa e foi sonhar sabe-se lá com o quê...



Escrito por becca às 19h36
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Desejo à minha querida...

 

 

E amores vão gerando preciosidades, pessoas, seres únicos e insubstituíveis...

E assim segue o curso da vida, Graças a Deus...

 

Desejo à minha querida

 

Que seja leve, calma, mas também ousada

Que não chore tanto como a mamãe e nem grite tanto como a titia

Que aprenda que o mundo pode ser bem escuro, mas que você sempre poderá pintá-lo da cor que quiser...

Você poderá ser astronauta, dona-de-casa, professora, médica ou quem sabe cientista...

Verá que a vida fora do quentinho da mamãe apesar de complicada é bem legal...

Poderá contar aviões, pássaros e rolar na grama...

Precisa conhecer o gosto de uma torta de maça e também saber como jiló é esquisito...

Precisa sentir o calor do colo da vovó e do vovô e até do chato do papai.

Você precisa ouvir as músicas, ver os filmes, precisa sentir o cheiro de chuva...

Você poderá dançar escrever e o melhor... Pensar em como o mundo é maluco!!!

Desejo tanto bom como o bem, tanto a beleza, como a sabedoria, tanto a virtude como o defeito e tanto amor, mas muito amor...

Para você sempre lembrar o quanto foi esperada e o quanto mesmo sem a gente conhecer já era amada...

 

  

Música para elaboração do texto: Forever Green (Tom Jobim) 



Escrito por becca às 22h49
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Talvez...

Se eu calei não foi por falta do que falar...

Foi por acreditar que preciso esperar.

Talvez eu devesse ter nascido na década de 50 e chorado ao som de Bossa Nova

Ao menos naquela época existiam abraços e beijinhos e carinhos sem ter fim

E hoje eu já não sei se vou, se fico, se sento ou se caminho...

Talvez eu permaneça assim, inerte em meus pensamentos

Talvez eu permaneça assim questionando se nasci na época certa...



Escrito por becca às 22h36
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Nada é por acaso...

Deveria ser uma noite comum como tantas outras, mas Letícia sentiu que talvez algumas coisas tivessem mudado.

Seu corpo parecia diferente e a pressão no seu peito também. Ela só pode chegar e pensar baixinho em filmes românticos. Não lhe restou fôlego para sonhar, porque aquele dia tinha sido um sonho, talvez apenas um sonho...

E assim com o romantismo peculiar da maioria das mulheres ela olhou o casaco que ainda tinha um pouco do cheiro dele e disfarçadamente o cheirou e foi dormir. Parecia uma criança, parecia uma adolescente, parecia uma entre tantas outras que sonham com um final ou talvez com um momento feliz.

E Letícia pensou que o próximo dia seria como um dia comum, pensou que tudo estaria ao seu controle como sempre foi. Ela acreditava que comandava seus sentimentos, achava que poderia frear o que talvez devesse acontecer, afinal nada é por acaso.

No outro dia Letícia ainda podia lembrar-se do beijo, da mão no seu pescoço e da conversa, podia lembrar-se do aperto e principalmente da ansiedade. Não sentiu fome, estava alimentada sabe-se lá de quê. Não sentiu cansaço apesar do pouco tempo de sono, estava com energia sabe-se lá de onde.

E assim Letícia saiu devagar do trabalho, não queria ser ansiosa, falante e boba como tantas vezes foi. Letícia pisava em ovos, ela ainda tentaria sair devagar de si mesma e despistar seus próprios sentimentos.

Esta seria uma escolha dela, ou talvez não, afinal nada é por acaso.

 



Escrito por becca às 16h00
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O tempo da fada e do girassol

Era uma vez um girassol muito bonito, mas que estava triste porque sabia que o dia que ele seria colhido e levado a uma floricultura estava próximo.

Tinha medo porque queria continuar vendo seu sol, sentindo as cóceguinhas que as abelhas faziam, queria continuar vendo suas amigas borboletas que sempre o visitavam.

Já com quase um metro o girassol foi se inibindo, ficando triste, assim como nós ficamos quando estamos longe das pessoas que amamos.

O girassol sofria por antecedência porque sabia que um dia iria embora e perderia toda aquela felicidade que a liberdade apesar da raiz profunda a trazia.

E em um dia que tinha o céu tão azul quanto aquele lápis de cor, tinha o sol tão brilhante quanto um diamante e as abelhinhas e as borboletas sobrevoavam sobre ele, e enfim quando o medo ia embora, aconteceu o que ninguém queria...

Uma mão colheu o girassol e o levou embora. Ao invés de uma floricultura, ele estava dentro de um caminhão e foi deixado na porta de um mercado.

Apesar da tristeza contínua podia ver a cidade, as pessoas e alguns animais que insistiam em cheirá-lo. Mas assim que o mercado fechava, a tristeza doía ao saber que teria pouco tempo de vida, afinal foi assim com suas amigas margaridas e principalmente com suas amigas rosas.

Após incontáveis seis dias, decidiu que no sétimo dia encararia a vida de outra forma, afinal, de nada adiantava ficar com suas pétalas e pólen maltratados.

E neste sétimo dia um novo horizonte se abriu.

O Girassol foi comprado por um moço que cuidadosamente o levou de presente para sua amada. Era tanto amor que mesmo maltratado, ele queria fazer bonito e agradar esta sortuda moça.

Ao abrir a porta ele e o moço foram recepcionados com beijos e ele imaginou que talvez nem na felicidade de sua vidinha no campo pudesse assistir aquela enorme demonstração de carinho. Ainda assim, sabia que lhe restava pouco tempo de vida e exausto dormiu dentro de um protegido vaso colorido e com bastante água.

Mas ele não contava mais uma vez com o destino.

A amada e sortuda moça era uma fada que decidiu que o girassol deveria voltar ao campo onde seria verdadeiramente feliz.

No oitavo dia ao acordar estava novamente em um campo com suas amigas abelhas e borboletas e com o sol sobre ele que deixava sua cor ainda mais amarelinha.

Será que ele havia sonhado?

A agora ex fada sabia que a sua última missão estava cumprida. O girassol era seu pedido de casamento e para se casar, ela deveria abdicar da vida no reino encantado.

Para isto precisava usar sua última gota de magia com algo nunca feito antes.

E assim todos ficaram felizes...

Porque para tudo há um tempo, tempo de plantar, tempo de colher, tempo de sofrer e tempo de ser feliz!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

 

E por que não criar uma história? Ouvi estes dias que as crianças precisam apenas de um era uma vez, uma fase difícil e um viveram felizes... E assim várias histórias podem surgir, com uma foto, com amor a uma determinada flor, com lembranças...



Escrito por becca às 02h35
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Viva a vida!!!

Uma notícia na tela do computador, um grito, uma alegria...

Eu vi e não pude acreditar, será que era verdade??

Será que mais uma vida estava se manifestando dentro de outro ser?

Mais uma criança, um adulto, uma adolescente ou um idoso para agüentar ou talvez mudar o mundo...

Tive medo, mas fiquei muito feliz...

Feliz pelo tanto que imaginei quando criança, feliz pelo que estava nos esperando.

Confesso que pensei em muito e em nada.

Que lembrei do óvulo, do espermatozóide e de tudo que o livro de puberdade que minha mãe tinha me dado aos dez anos explicava e fazia sentido.

Era um choro contido, mas uma felicidade que não cabia em mim...

Com naturalidade ao saber de algo muito bom, corri para os meus lápis de cor e pintei o resultado do exame...

Quem seria o próximo a ver??

E quando ficasse explícito a ponto de qualquer um ver?

Parede rosa, céu azul...

Abençoado seja...

 



Escrito por becca às 00h36
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Lavínia e Theo

Os passos eram rápidos e não conseguia olhar ninguém nos olhos.

Lavínia naquele dia estava bela, com o cachecol verde entrelaçado com fitas, um presente de Theo e as buzinas e assobios eram escutados ao fundo porque seu coração parecia uma orquestra sinfônica.

Theo sempre esteve em seu pensamento, mas Lavínia talvez quisesse negar a profunda admiração e amor que indiretamente nutria por ele nos últimos 7 anos.

Talvez a vida dela fosse muito boa e ela que reclamasse demais...

Porque com certeza duraria mais que aquele girassol de R$1,50 no tanque... Mais um presente de Theo.

Disseram: Basta procurar e ele virá.

Ela sabia que amava Theo e que ele com certeza abriria seus braços para ela, mas o fato de apenas ficar com ele a corroia.

Ela queria compromisso, mas não sabia como lhe dizer... Tinha medo da grande influência que isto teria em sua vida.

Mas como ele não era mal educado, apenas entraria no seu coração se ela o chamasse...

Era um relacionamento com muitas dúvidas, mas um relacionamento onde Lavínia tinha certeza absoluta do poder que Theo tinha sobre ela, da sua existência...

Muitas vezes ela não o escutava e nem percebia os sinais, mas naquele dia toda corajosa resolveu encarar os fatos, encarar o quanto ele fazia falta.

A culpa chegou porque talvez Lavínia não o amasse tanto quanto era necessário.

Talvez Lavínia quisesse negar o óbvio, ele era indiscutivelmente o predestinado.

Mas ainda assim esperava o equilíbrio, a água transformada em vinho, seus milagres...

Prometeu a ela mesma que iria estabelecer mais contatos.

Ia explicar seus espinhos, compartilhar seus óleos...

Ia colocar nas suas mãos tudo que Theo vinha lhe proporcionando, a sua vida...

Naquele momento em que o sol começou a baixar, o vento tocou seu cabelo e a inspiração estava a sua frente, todo o resto ficou pequenino.

Ah Theo e seus diversificados presentes...

E com a força que só grandes amores podem ter, Lavínia respirou aliviada...

Porque ela sabia que Theo era tudo e que nunca, em nenhum momento ela estaria abandonada...

 



Escrito por becca às 01h46
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